Com
87% dos leitos ocupados, não há fila de espera e 115 vagas estão disponíveis no
momento para o tratamento da Covid-19.
O
número de casos confirmados, de óbitos e de solicitações de vagas de UTI para
pacientes com a Covid-19 vêm caindo em Pernambuco desde a segunda quinzena do
mês de maio. Na segunda-feira (15.06), a Central de Regulação de Leitos de
Pernambuco registrou a menor taxa de ocupação desde o dia 10 de abril, com 87%.
O percentual indica que, no momento, há 115 vagas de terapia intensiva disponíveis
para o tratamento da doença provocada pelo novo Coronavírus.
Essa
taxa de ocupação integra um conjunto de dados consolidados hoje (15.06) pela
Secretaria Estadual de Saúde, que apontam para uma tendência de queda dos
indicadores no mês atual. O Ministério da Saúde divide o ano em 52 semanas
epidemiológicas. A primeira semana de 2020 teve início no domingo, 29 de
dezembro de 2019, e se encerrou no sábado, 4 de janeiro deste ano. O pico de
óbitos e casos do novo coronavírus em Pernambuco foi registrado na semana
epidemiológica 20 – de 10 a 16 de maio. Já o sistema de saúde teve a maior
demanda por leitos de terapia intensiva na semana seguinte, de 17 a 23 de maio.
“Analisando
os dados, é possível perceber claramente uma redução nas últimas três semanas.
São números importantes, mas precisamos manter a cautela e a responsabilidade
na condução dos próximos passos. A epidemia não tem se comportado de maneira
uniforme em todo o Estado. Tivemos um aumento de demanda por leitos de UTI no
Agreste e Zona da Mata, motivo pelo qual essas regiões não acompanharam a
reabertura do varejo nesta segunda-feira, como o restante do Estado”, afirmou o
governador Paulo Câmara.
Para
estabelecer os gráficos da evolução dos casos, óbitos e demandas de UTI por
semana epidemiológica, o Gabinete de Enfrentamento à Covid-19 utilizou os dados
da saúde relativos à data de ocorrência do fato. “Estamos sendo bem
conservadores na avaliação dos dados ao utilizar as informações de casos e
óbitos até a semana 23. Não avaliamos a semana 24, encerrada no último sábado,
por admitir que os números podem sofrer uma variação significativa, com exames
ainda a serem concluídos. Já os dados de solicitações de UTI não sofrem esse
atraso, e os indicadores mais recentes estão nas nossas planilhas”, explicou o
secretário de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo.
Por
sua vez, o secretário de Saúde, André Longo, adiantou as próximas etapas do
enfrentamento da epidemia. “Teremos ainda a expansão do número de leitos, tanto
na Região Metropolitana do Recife quanto no interior, além do aumento na
capacidade de testagem e o reforço da mensagem para que as pessoas continuem
fazendo o isolamento social e saindo de casa apenas em casos de extrema
necessidade. Ainda teremos um tempo longo de convívio com a doença e todos
precisamos nos adaptar”, concluiu Longo.

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