Um novo perigo na internet reforça a
necessidade de atenção ao uso das redes sociais por crianças e adolescentes. O
"Homem-Pateta", uma versão do personagem Pateta, da Disney, estaria
ameaçando crianças e adolescentes e até induzindo a automutilação,
principalmente no Facebook. Segundo a Polícia Federal (PF), que alerta sobre os
riscos dos "desafios", o suposto autor se identifica apenas como
Jonatan Galindo. A polícia ressalta que, com a suspensão temporária das
atividades escolares presenciais durante a quarentena imposta pela Covid-19, as
crianças passam mais tempo no celular ou no computador e tornam-se mais
vulneráveis a todo o tipo de ataques de cibercriminosos.
De
acordo com a PF, o "Homem-Pateta" atrai a atenção da criança para uma
conversa privada, desafiando-a a segui-lo. Em seguida, começam as ameaças por
mensagens privadas e envio de vídeos, textos, áudios e até chamada por vídeo ao
vivo. No final, as crianças são obrigadas a apagarem as postagens. O alerta
sobre o crime veio primeiramente do Tribunal de Justiça e da Polícia Civil de
Santa Catarina. O "Homem-Pateta" teve o seu primeiro perfil criado na
Europa e no México, em 2017, e, apesar de não haver casos confirmados no
Brasil, algumas contas com codinome Jonatan Galindo já apresentam conteúdo em
português. As mensagens das páginas do "Homem-Pateta" variam entre o
português e o espanhol, o que pode indicar que o criador (ou criadores) dos
perfis não sejam do Brasil.
Em dezembro de 2019, a Câmara dos Deputados
aprovou a Lei nº 13.968, que tornou mais rígidas as penas para quem estimula e
incita automutilação e suicídio de crianças e adolescentes. De acordo com o teor das mensagens, o caso
deve ser enquadrado em um tipo penal específico, que pode variar entre crime de
ameaça, perturbação da tranquilidade e até instigação, auxílio e consumação do
suicídio com penas que podem chegar até 20 anos de reclusão.
DICAS DE SEGURANÇA:
PAIS DEVE TER UM VINCULO DE AMIZADE E
CUMPICIDADE COM OS FILHIOS
A correria do dia a dia faz com que as famílias
não possam mais manter um diálogo franco e aberto com seus entes queridos. E o
resultado disso são pais que não sabem mais nada acerca da rotina e dos
problemas que seus filhos estão passando. Gaste pelo menos dez minutos com seu
filho para saber como foi o dia a dia dele com perguntas do gênero: Como foi o
seu dia hoje? Conheceu novas amizades? Notou alguma coisa ou alguém estranho
próximo de você? Ficou chateado com alguém? Alguém postou algo esquisito ou
estranho em seu perfil do Facebook? Tais perguntas vai proporcionar aos filhos
uma cumplicidade muito grande com seus pais e um hábito extremamente saudável e
no menor sinal de perigo, a criança procurará seus pais para conversar sobre o
assunto e nunca procurará um estranho.
PAIS DEVEM TER UM CONHCEIMTNO BÁSICO DE
INTERNET E COMPUTAÇÃO, PRINCIPALMENTE SOBRE REDES SOCIAIS.
Não precisam ser usuários assíduos ou experts
das redes sociais, mas sim conhecê-las e para entender como funciona, porque
como os pais poderão instruir seus filhos se eles forem ignorantes nesta área
sem ter nenhum tipo de conhecimento e habilidade? Infelizmente os filhos hoje
em dia tem um conhecimento muito maior do que os pais do mundo digital.
AIS DEVEM MONITORAR O ACESSO DOS FILHOS
Proibir muitas vezes não educa e nem previne. O
melhor caminho é o diálogo e a orientação. Quando o diálogo entre pais e filhos
é natural, a amizade entre eles no meio digital se torna uma extensão da
relação doméstica. Entre regularmente no perfil do seu filho para ver o que ele
tem postado e com quem tem iniciado amizades; e para isso se faz necessário que
os pais tenham um perfil no Facebook e seja adicionado pelos seus filhos, porém
os pais devem resistir à tentação de bisbilhotar os passos virtuais do
adolescente. A senha deve ser acionada apenas se houver indícios sérios de que
algo está errado e com consentimento do jovem para que os pais acessem o seu
perfil.
PAIS DEVEM ALERTAR E CONSCIENTIZAR A CRIANÇA
SOBRE PERIGOS QUE PODEM SER ENCONTRADOS NA INTERNET,ALÉM DE ENSINAR A
EVITÁ-LOS.
Alertas como não colocar informação pessoais em
demasia tais como: números de documentos, endereço residencial ou da escola,
nome dos pais, foto da frente de sua residência, foto do carro com a placa
exposta, da fachada do colégio, fotos com rol de amigos e jamais adicionar quem
não se conhece);
O COMPUTADOR DEVE FICAR DE PREFERÊNCIA EM UM
CÔMODO PÚBLICO E VISUAL DA CASA PARA QUE POSSA SER VISUALIZADO O QUE A CRIANÇA
ESTÁ ACESSANDO.
É ideal não permitir muitas horas de exposição
na internet
Os jovens pertencem a uma geração que se
comunicam por meio da internet, eles tendem a passar muito tempo conectados –
cabe aos pais impor regras e limitar o tempo. Alguns adolescentes ultrapassam a
linha da normalidade rumo a compulsão. Neste caso ofereça alternativas ao seu
filho para fazer outra coisa – como passar tempo juntos em cinemas, corridas,
teatros, restaurantes, shoppings, parques, praias etc.
DICAS DE SEGURANÇA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Nunca inclua informações pessoais em demasia
Números de telefone, RG, CPF, endereço, idade,
filiação, escolaridade, gostos e preferências pessoais sobre: filmes, música,
time favorito, esportes, comidas, vestuário, planos para o futuro.
NÃO POSTE FOTOS EM EXCESSO
Evite expor suas fotos íntimas ou com pessoas
(os bandidos saberão quem são os seus amigos e círculo de amizade), carros com
placas expostas (os bandidos poderão saber o endereço daquela pessoa através de
funcionários ou policiais corruptos (INFOSEG) que possam conseguir essas
facilidades juntos aos DETRAN´s estaduais, casas (Os bandidos poderão saber a
cor, número, formato e estrutura de segurança do imóvel), escolas (os bandidos
poderão saber onde a pessoa estuda);
NUNCA INCLUA DESCONHECIDOS EM SEUS CONTATOS
Cabe aos pais alertar sobre a presença de
perfis falsos, pedófilos e grupos com conteúdo inadequado nas redes sociais –
mantendo apenas na lista de contatos apenas as pessoas que conhece fora do
ambiente virtual, como os parentes, colegas de escolas e do condomínio.
PRIVACIDADE E INTIMIDADE DEVEM SER PRESERVADOS
A TODO CUSTO
Nunca se deve confiar cegamente em namorados,
amigos, parentes, vizinhos, e colegas de trabalho repassando, compartilhando,
filmando ou cedendo para eles registros íntimos de fotos ou vídeos feitos em
aparelhos celulares ou qualquer outro mecanismo de gravação. Na maioria das vezes namoros são rompidos de
forma litigiosa onde ambas as partes aproveitam tais registro para se vingar ou
chantagear um ao outro.

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