A população brasileira rejeita de forma
inquestionável o argumento do presidente Jair Bolsonaro de que é preciso armar
as pessoas para que não sejam escravizadas por governantes. Segundo pesquisa
Datafolha, 72% dos entrevistados discordam do que disse Bolsonaro em reunião ministerial no dia 22 de abril, cuja gravação em vídeo foi divulgada por ordem
do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. "Eu quero todo
mundo armado. Que povo armado jamais será escravizado", afirmou o
presidente na ocasião. Apenas 24% dos pesquisados concordam com a declaração,
enquanto 2% não concordam nem discordam e outros 2% não souberam responder. A
margem de erro da pesquisa, feita com 2.069 entrevistados nos dias 25 e 26 de
maio, é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Em razão da
pandemia do coronavírus, o levantamento foi realizado por meio de telefone
celular, e não presencialmente, como costuma ser a prática do instituto.
A defesa feita por Bolsonaro de armar a população ocorreu num contexto de críticas ao que o presidente definiu como medidas autoritárias de governadores e prefeitos para obrigar a população a manter o isolamento social durante a crise de saúde.O presidente chamou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de "bosta", e o do Rio, Wilson Witzel (PSC), de "estrume", além de ter ofendido outras autoridades.

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