O
assunto deve ser caso para a Promotoria do Ministério Público intervir com
rigor. Mas enquanto houver um fio de esperança no poder Público Municipal, a
população espera que o problema seja resolvido um dia.
Há
cerca de 9 meses que o abatedouro público de Lagoa do Ouro está sem funcionar
por causa de uma simples caldeira danificada. De acordo com o projeto técnico
para a construção desse abatedouro foram gastos na época 291.834,66, ou seja, o
equivalente hoje a 612.382,01, para atender a demanda de abates do município
que é de aproximadamente 42 bovinos por semana, além dos suínos.
Fazendo
aniversário de descaso público todo mês, a caldeira quebrada impede o
funcionamento do abatedouro levando prejuízos a quem vive desse ramo de negócio
e, principalmente riscos à população.
Por
um lado muitos dos marchantes deslocam os animais de abete para outros
abatedouros pagando caro por cabeça. Mas por outro lado, o problema gera o
surgimento de abatedouros clandestinos com animais abatidos ao “Deus dará” e
tudo sem a menor fiscalização da Vigilância Sanitária.
A
população não tem a menor certeza de que as carnes provenientes desses animais
abatidos de forma clandestina estão livres de doenças infecciosas iguais ou
pior do que um Coronavírus por exemplo.
Ao
completar quase um ano do problema, a população de Lagoa do Ouro e de quem mais
consuma carnes nessas condições, vive nessas condições de perigo e prejuízos
financeiros.
Conhecida
pelo forte rebanho que fornece carnes também para toda a região, Lagoa do Ouro
se divide entre aqueles que podem pagar o abatimento dos animais de maneira
segura e legal, mantendo sua clientela e aqueles que não podem e se apertam com
os prejuízos. O fato é que todo mundo, marchantes e consumidores vivem nessa
caldeira ardente de irresponsabilidade pública ate que apareça a solução.


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