segunda-feira, 15 de junho de 2020

ABATEDOURO DE LAGOA DO OURO HÁ NOVE MESES SEM FUNCIONAR



O assunto deve ser caso para a Promotoria do Ministério Público intervir com rigor. Mas enquanto houver um fio de esperança no poder Público Municipal, a população espera que o problema seja resolvido um dia.

Há cerca de 9 meses que o abatedouro público de Lagoa do Ouro está sem funcionar por causa de uma simples caldeira danificada. De acordo com o projeto técnico para a construção desse abatedouro foram gastos na época 291.834,66, ou seja, o equivalente hoje a 612.382,01, para atender a demanda de abates do município que é de aproximadamente 42 bovinos por semana, além dos suínos.

Fazendo aniversário de descaso público todo mês, a caldeira quebrada impede o funcionamento do abatedouro levando prejuízos a quem vive desse ramo de negócio e, principalmente riscos à população.


Por um lado muitos dos marchantes deslocam os animais de abete para outros abatedouros pagando caro por cabeça. Mas por outro lado, o problema gera o surgimento de abatedouros clandestinos com animais abatidos ao “Deus dará” e tudo sem a menor fiscalização da Vigilância Sanitária.

A população não tem a menor certeza de que as carnes provenientes desses animais abatidos de forma clandestina estão livres de doenças infecciosas iguais ou pior do que um Coronavírus por exemplo.

Ao completar quase um ano do problema, a população de Lagoa do Ouro e de quem mais consuma carnes nessas condições, vive nessas condições de perigo e prejuízos financeiros.

Conhecida pelo forte rebanho que fornece carnes também para toda a região, Lagoa do Ouro se divide entre aqueles que podem pagar o abatimento dos animais de maneira segura e legal, mantendo sua clientela e aqueles que não podem e se apertam com os prejuízos. O fato é que todo mundo, marchantes e consumidores vivem nessa caldeira ardente de irresponsabilidade pública ate que apareça a solução.

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