segunda-feira, 13 de julho de 2020

CERCA DE 21 VACINAS CONTRA A COVID-19 ESTÃOSENDO TESTADAS EM HUMANOS


Mais de cem vacinas contra a Covid-19 estão em estudo, e 21 delas já são testadas em seres humanos. Somente duas se encontram na fase mais avançada - a 3 -, e ambas serão testadas, entre outros lugares, no Brasil.

Uma dessas imunizações no estágio mais avançado foi desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca. No começo de junho, foi anunciado que ocorreriam testes no Brasil, através de parceria com o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e com o Instituto D'Or (Idor).

 Devem participar da fase 3 do estudo cerca de 2.000 profissionais de saúde na linha de frente no combate à Covid-19 (portanto, mais expostos à doença), sendo 1.000 em São Paulo, onde o teste tem auxílio financeiro da Fundação Lemann, e 1.000 no Rio de Janeiro.
Com a aprovação da Anvisa, o chamamento de voluntários começou ainda em junho. O outro teste na fase 3 que ocorre no Brasil é o do laboratório chinês Sinovac, em parceria de transferência de tecnologia com o Instituto Butantan, que pode vir a produzi-la em larga escala.

Autorizada para Uso A vacina desenvolvida pela empresa CanSino Biologics e pelo Instituto de Biotecnologia de Beijing recebeu, no fim de junho, aprovação para uso limitado em militares chineses, pelo período de um ano.

A imunização da CanSino usa um adenovírus como vetor, em abordagem similar à que empresa havia empregado no desenvolvimento de uma vacina contra o ebola.

Basicamente, o adenovírus geneticamente modificado carrega o material genético que contém o código para produzir a proteína S (de "spike" ou espícula, gancho molecular usado pelo Sars-CoV-2 para se ligar a células humanas).

Com isso, os pesquisadores esperam que se inicie a produção da proteína S, o que deverá desencadear uma reação de defesa do organismo que produza anticorpos.

Os vírus conseguem "entregar" ativamente a informação genética da imunização, o que, em tese, pode ser mais eficaz do que o material genético "solto" (o que ocorre em vacinas de RNA, por exemplo). Por outro lado, há mais riscos de efeitos colaterais.

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