segunda-feira, 27 de julho de 2020

A REALIDADE DA PANDEMIA DO CORONAVÍRUS EM LAGOA DO OURO-PE



Em quase 06 meses de pandemia, o Brasil já ultrapassa a marca de 80 mil óbitos pela COVID-19 e o município de Lagoa do Ouro não está diferente das demais cidades do país. Um dos grandes diferenciais da pequena Lagoa do Ouro é que o (des)governo municipal realiza campanhas de doação de milho, álcool em gel e sabonete líquido ao invés de construir hospitais de campanha, oferecer atendimento especializado e humanizado, uma vez que o paciente suspeito é atendido no mesmo ambiente que demais pacientes, submetendo à todos um risco ALTÍSSIMO de contaminação, de acordo com o Ministério da Saúde em sua classificação de zonas de risco.

A política de saúde aplicada no município é midiática e pouco efetiva,  uma vez que unidades de saúde básicas possuem médicos horistas e ligeiros nos atendimentos como é o caso do povoado de IGAPÓ que registra diversos casos confirmados do coronavírus, inclusive óbitos.

Outro fato assustador é que segundo profissionais de saúde e população local, os pacientes que precisarem de atendimento médico específico para o COVID-19 ou internamento serão TRANSFERIDOS para a cidade de Caetés. Mesmo não existindo ferramentas legais além do matrimônio entre a secretária de saúde de Lagoa do Ouro e o secretário de saúde de Caetés para assegurar essa “parceria”, essa manobra é mais uma prova que o povo local não tem suporte básico para lidar com a maior pandemia do século XXI e os recursos recebidos para tal finalidade não foram aplicados de fato onde deveriam ser.

Diferente dos vídeos postados pelos canais de mídia da gestão atual, a doença tem começado a virar dados estatísticos crescentes e famílias sendo contaminadas sem o menor suporte correto para tal situação, formando um tsunami mortífero que muitos países do mundo viveram e perderam muitas vidas.

O despreparo para lidar com uma situação dessa magnitude é notório quando não temos um pronunciamento autêntico, empático e verdadeiro do prefeito da cidade sobre o COVID-19, que há mais de anos não aparece na cidade para exercer seu papel de líder nem sua carga horária como funcionário do povo, exceto em casos de interesse pessoal ou familiar, segundo assessores. As últimas comunicações diretas do gestor com a população foram relacionados a ameaças e cobranças de dívidas pessoais que envolvem animais e valores monetários elevados, nada mais que isso.

Tendo como referência os dados da Organização mundial de saúde, hoje temos 35 casos confirmados e prováveis 105 novos casos que ainda não foram diagnosticados, uma vez que para cada 1 positivo, tem-se 3 potenciais positivos direto, devido a baixa testagem ainda realizada no município temos dados muito diferentes da realidade.

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