Em quase 06 meses de
pandemia, o Brasil já ultrapassa a marca de 80 mil óbitos pela COVID-19 e
o município de Lagoa do Ouro não está diferente das demais cidades do país. Um
dos grandes diferenciais da pequena Lagoa do Ouro é que o (des)governo
municipal realiza campanhas de doação de milho, álcool em gel e sabonete
líquido ao invés de construir hospitais de campanha, oferecer atendimento
especializado e humanizado, uma vez que o paciente suspeito é atendido no mesmo
ambiente que demais pacientes, submetendo à todos um risco ALTÍSSIMO de
contaminação, de acordo com o Ministério da Saúde em sua classificação de zonas
de risco.
A política de saúde
aplicada no município é midiática e pouco efetiva, uma vez que unidades de saúde básicas possuem
médicos horistas e ligeiros nos atendimentos como é o caso do povoado de IGAPÓ
que registra diversos casos confirmados do coronavírus, inclusive óbitos.
Outro fato
assustador é que segundo profissionais de saúde e população local, os pacientes
que precisarem de atendimento médico específico para o COVID-19 ou internamento
serão TRANSFERIDOS para a cidade de Caetés. Mesmo não existindo ferramentas
legais além do matrimônio entre a secretária de saúde de Lagoa do Ouro e o
secretário de saúde de Caetés para assegurar essa “parceria”, essa manobra é
mais uma prova que o povo local não tem suporte básico para lidar com a maior
pandemia do século XXI e os recursos recebidos para tal finalidade não foram
aplicados de fato onde deveriam ser.
Diferente dos vídeos
postados pelos canais de mídia da gestão atual, a doença tem começado a virar
dados estatísticos crescentes e famílias sendo contaminadas sem o menor suporte
correto para tal situação, formando um tsunami mortífero que muitos países do
mundo viveram e perderam muitas vidas.
O despreparo para
lidar com uma situação dessa magnitude é notório quando não temos um
pronunciamento autêntico, empático e verdadeiro do prefeito da cidade sobre o
COVID-19, que há mais de anos não aparece na cidade para exercer seu papel
de líder nem sua carga horária como funcionário do povo, exceto em casos de
interesse pessoal ou familiar, segundo assessores. As últimas comunicações
diretas do gestor com a população foram relacionados a ameaças e cobranças de
dívidas pessoais que envolvem animais e valores monetários elevados, nada mais
que isso.
Tendo como
referência os dados da Organização mundial de saúde, hoje temos 35 casos
confirmados e prováveis 105 novos casos que ainda não foram diagnosticados, uma
vez que para cada 1 positivo, tem-se 3 potenciais positivos direto, devido a
baixa testagem ainda realizada no município temos dados muito diferentes da
realidade.


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