Após o posicionamento da Organização Mundial
da Saúde (OMS), suspendendo o estudo clínico sobre a eficácia da cloroquina e
da sua variação hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com a Covid-19, a
Prefeitura do Recife anunciou que não só não recomendará o uso da droga na
atenção primária de saúde, como a retirará do protocolo hospitalar. A exceção,
segundo o secretário de Saúde do município, Jailson Correia, serão casos muito
específicos, nos quais as equipes médicas considerem o uso da cloroquina como
essencial.
"A posição da Prefeitura do Recife parte de pressuposto bioético que diz 'em primeiro lugar, não fazer o mal'. Os estudos já mostravam essa tendência, mas não eram tão fortes como esse publicado na última sexta-feira”, disse Jailson Correia, se referindo ao estudo publicado na revista cientifica The Lancet, no qual foram expostos dados envolvendo mais de 90 mil pacientes internados em 161 hospitais em todo o mundo.
A publicação descreveu que além de não ter sido comprovada qualquer evidência de eficácia da substância no tratamento de pacientes com a Covid-19, os efeitos colaterais possíveis são severos e podem até levar à morte. Foi esse estudo o responsável pela OMS suspender a cloroquina e a hidroxicloroquina do estudo global que realiza em busca de um tratamento que mostre bom resultado contra o Sars-CoV-2.

Sem comentários:
Enviar um comentário