quinta-feira, 28 de maio de 2020

DEPUTADO JOÃO CAMPOS ARTICULA FRENTE EM DEFESA DA RENDA BÁSICA


O deputado federal João Campos (PSB-PE) articula a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Renda Básica. A missão do grupo é discutir a prorrogação do auxílio emergencial e trabalhar pela manutenção do pagamento da ajuda, além de ampliar o debate para a criação de uma renda básica permanente para ajudar a população a superar os efeitos da crise provocada pela Covid-19. O objetivo é que a conclusão do debate resulte em um projeto para ser apresentado para a sociedade.

O benefício do auxílio emergencial está com a terceira e última parcela programada para junho. Em que pese a prorrogação dessa renda em dois a três meses, a Frente Parlamentar criada por João Campos também trabalhará pela manutenção do valor integral, ao contrário do que deseja o ministro da Economia, Paulo Guedes, que já fala em algo no patamar de R$ 200.

A proposta do socialista tem apoio dos seus pares na Câmara Federal e a instalação da frente já conta com diversos apoios de lideranças de variados partidos e estados. “Estamos avançando rapidamente nas conversas, pois o tema mais importante para o brasileiro nos dias atuais é, sem dúvida, a implantação de uma renda que assegure o mínimo necessário”, afirma João.

“A essa altura, muitas pessoas estão se perguntando como será o dia seguinte após o auxílio emergencial. É preciso revisitar e reforçar o Bolsa Família para pensar no público que não faz parte do programa social e nem do mercado formal”, esclarece.

No grupo de beneficiados, estão os trabalhadores informais precarizados que não são protegidos pelo sistema de seguridade social, mas até antes da pandemia tinham uma renda familiar um pouco acima das faixas máximas dos programas sociais. No final de 2019, o Brasil bateu o recorde da informalidade com 38,4 milhões de trabalhadores informais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O nível de desemprego deve crescer e não haverá condições objetivas para qualquer alívio da situação econômica”, diz João, acrescentando que a expansão da faixa de trabalhadores informais a entrar na Renda Básica deverá considerar pelo menos o total de famílias inseridas no CadÚnico, aquelas que recebem menos de meio salário mínimo per capita mensal (R$ 522,50) - podendo estar em estudo até a inclusão de todos os beneficiados pelo auxílio emergencial. A Frente Parlamentar também estudará a extensão do benefício para outras faixas de renda e propostas que criem uma renda básica universal.

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